quinta-feira, 1 de maio de 2014

Hotel da Gandarinha – reconstituição de janelas


Estas duas ilustrações foram utilizadas na brochura de apresentação do empreendimento Hotel da Gandarinha. Trata-se de uma reconstituição ilustrada de janelas existentes, que serão recuperadas aquando da reabilitação do prédio.





Reabertura da Portugália de Belém (Lisboa).


Estas são algumas ilustrações que nos solicitaram para a campanha de relançamento da Cervejaria Portugália em Belém, junto ao Tejo... como sempre, as ilustrações são feitas a canetas esferográfica, como se fossem desenhadas na toalha de papel das mesas. A direcção criativa foi da agência Wop.






sexta-feira, 7 de março de 2014

Só agora descobriram a pólvora.

Eu e o Gonçalo Cardoso ganhamos um Epica D'Or em 1996 com um livro para a comercialização do Centro Comercial Colombo com uma ideia parecida: ia um telemóvel pré-programado dentro de um livro fabuloso e quando o lojista carregava num botão, uma chamada era feita para a força de vendas da Sonae. Portanto...
(Gilson Lopes)

http://www.adweek.com/adfreak/agency-poaches-talent-mailing-out-books-phone-hidden-inside-156118

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

"Fazes-me Falta"

"Um bocado de mim treme ainda de paixão atrás de uma porta onde já não mora ninguém, onde eu nunca morei. Nestas águas-furtadas que não conheceste morava um homem e no corpo dele era a minha morada. Mas eu não sabia. E neste noante já nada posso contra essa ignorância, não tenho como honrar o contrato carnal de habitação que estabelecêramos,às cegas.
Imaginas um não-corpo a implorar beijos, saliva, suor e pele? A minha única âncora és tu, amigo sem lugar de perdição. Em ti, fuga das fugas. Chama de segurança.
 Fujo da paixão que me arrancou à vida. E não procuro nenhum dos outros homens que amei, talvez porque nenhum deles tenha podido guardar mais do que o sabor breve do meu corpo. Amavam a novidade do nosso prazer, o meu sorriso, a minha paixão, o que eu tinha para dar. Tu, sombriamente, amavas o que eu não dava - o ressentimento, a insegurança. A maternidade. Gostavas de me ver falhar, e não era por vaidade ou piedade, como geralmente acontece entre amigos. O meu lado medíocre não te excitava os melhores instintos. Amavas simplesmente a minha terra como uma criança ama uma pedra, um bocado de boneco,um urso sem olhos. É esse amor que agora me falta - o sujo, quotidiano amor dos momentos maus, das frases adversas. das ausências.
Fotografavas-me em fúria, descabelada, a dormir de boca aberta, a lamber a tampa do iogurte. Ou, tantas vezes,com os olhos inchados de chorar. E eu ficava bem na fotografia."

Excerto de "Fazes-me Falta", Inês Pedrosa (Dom Quixote)